"CONDOR" foi sua última ópera estreada na Itália e sua oitava, composta por encomenda, em 1890. A ação se desenvolve nos jardins privados da rainha de Samarcanda, uma das cidades mais antigas do mundo, situada na atual região do Uzbequistão, próxima à fronteira com o Afeganistão. Graças a sua beleza, era conhecida como a “Roma do Leste” ou a “Pérola do Oriente”.
Para Carlos Gomes foi um grande prêmio o triunfo de Condor na estreia em Milão em 21 de fevereiro de 1891 e nas suas nove apresentações seguintes, apesar de ele mesmo reconhecer não se tratar de uma “ópera de fácil compreensão”.
O prelúdio é visto como uma verdadeira “pérola”.
Condor não teria nascido se as Casas Ricordi e Sonzogno não estivessem em guerra declarada.
Nenhum compositor vivo na Itália, fora Verdi, era possuidor de tão magnífico acervo e de tão reconhecida capacidade como musicista e como compositor. A escolha de Carlos Gomes, para atender a um grande editor, compondo uma ópera destinada à importantíssima temporada do Teatro alla Scala, é um certificado de que, artisticamente, Carlos Gomes não era o ‘pobre’ Carlos Gomes de que falam seus biógrafos. Era, até aquela data, depois de Verdi, o maior compositor vivo de óperas italianas.
Condor é muito mais compacta, com cerca de uma hora a menos do que suas outras óperas.
A ópera, em três atos, se inicia com um prelúdio, no qual vários elementos constitutivos da ópera são apresentados.
Os filhos estavam presentes à estreia. Segundo Carlos Gomes, a filha Itala e a sobrinha Elizinha deveriam exibir as cores da bandeira brasileira, então mandou fazer dois vestidos amarelo-claros e as duas deveriam ter laços de fita verde na cabeça.
Assim era Carlos Gomes.
Segundo Marcus Góes: “Nenhum compositor vivo na Itália, fora Verdi, era possuidor de tão magnífico acervo e de tão reconhecida capacidade como musicista e como compositor. A escolha de Carlos Gomes, para atender a um grande editor, compondo uma ópera destinada à importantíssima temporada do Teatro alla Scala, é um certificado de que, artisticamente, Carlos Gomes não era o “pobre” Carlos Gomes de que falam seus biógrafos. [...] Era, até aquela data, depois de Verdi, o maior compositor vivo de óperas italianas”.
“Condor” é muito mais compacta, com cerca de uma hora a menos do que suas outras óperas. Nela, ACG utiliza frases musicais curtas que se completam rapidamente e que vão se renovando.
A ópera “Condor” apresenta duas peculiaridades: 1- foi sua última ópera. Depois dela, a única composição de vulto de Carlos Gomes foi “Colombo”, um poema vocal-sinfônico. 2 - Foi a única encomenda que ACG recebeu durante toda a sua carreira. Além de já sentir os sintomas da doença, vivia um péssimo momento financeiro. Após uma série de dificuldades, “O Escravo”, foi representada no Rio de Janeiro em 1889. Assim, o convite dos empresários Cesare e Enrico Corti, que representavam a editora Sonzogno na temporada 1890-91 do Scala, trouxe, além dos ganhos financeiros, um novo alento, já que era uma oportunidade única de retornar àquele teatro.
A ópera, em três atos, se inicia com um Prelúdio, no qual vários elementos constitutivos são apresentados. O primeiro ato acontece nos jardins reservados de Odaléa e na primeira cena aparece Adin, o pagem da rainha, que embora seja um rapaz, é cantado por um soprano. Esta personagem atua na ópera como um comentador dos acontecimentos. Neste primeiro ato, Condor invade o castelo da rainha para declarar o seu amor, causando a ira do povo e do astrólogo da corte, Almazor. Entretanto, Odaléa, para espanto de todos, não o condena à morte, como seria usual.
O sucesso do “Condor” em sua estréia no Scala foi razoável.
Apesar de seus belíssimos trechos e do evidente talento do compositor, “Condor” não está entre as obras mais significativas de ACG. É uma obra de pulso, moderna e ousada, a dar sua contribuição ao novo movimento que surgia, à “giovane scuola”. “Condor” balança entre o verismo e o que era o próprio ACG – um compositor que foi o mais expressivo elo de ligação entre o velho e o novo daquela “giovane scuola”.
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